domingo, 15 de março de 2015

Promessa de verão

Hey, você, querido leitor, tudo bem? Espero que sim! Nesta madrugada entre os dias 15 e 16 de março eis-me aqui, terminando de reler um livro intitulado Promessa de verão. Você deve ter notado alguns posts anteriores contendo excertos deste livro, ele tem um significado especial para mim, eu o li pela primeira vez aos 15 ou 16 anos (olha que coincidência), mas chega de rodeios o que vem a seguir é o meu parecer, totalmente informal, sobre o livro.
Seguinte: Promessa de verão foi o primeiro livro escrito pela Robin Jones Gunn, em 1988, e é o primeiro livro da Série Cris, ele conta a história das férias de verão da Cris (Cristina Juliet Miller), uma adolescente prestes a completar 15 anos, cheia de inseguranças, duvidas e anseios. A Cris morava em uma cidadezinha do Meio-Oeste dos Estados Unidos, chamada Winsconcin, mas a convite da sua tia Marta, ela foi passar férias na Califórnia, no inicio ela se sentiu muito mal porque não conseguia se enturmar, mas depois ela conhece a Alissa, o Sam e um outro carinha superlegal, o Ted, eles sem encontram na praia quase todos os dias e conforme a história se desenrola a Cris tenta se aproximar mais do Ted e eles acabam conversando sobre um assunto em especial, Jesus, e a partir daí surgem inúmeras questões: Eu conheço Jesus de verdade? Será que eu vou para o céu? Eu preciso mesmo de Jesus? 
A partir deste relacionamento, que não é um namoro, mas que é um pouco mais que amizade, a Cris conhece a Cristo e a vida dela vira de pernas para o ar, não necessariamente nesta ordem, mas voilà, eu te poupei de todos os detalhes sórdidos só para te deixar curioso e para fazer com que você comece a ler o livro, ele é curtinho, tem uma mensagem legal e umas metáforas muito boas. Fica a dica! 

Para quem quiser este é o link para ler online: https://docs.google.com/file/d/0B1OYmKkLFv7aWGhINGZjUFBvN3M/edit    

Beijo no cérebro, flw!
"Até hoje eu não sabia,
Que era de ti que eu precisava.
Mas de um jeito especial
Demonstraste o quanto me amavas,
Mostraste o teu interesse
Mesmo quando eu nem ligava.
Dou-­te agora minha vida,
Entrego-­a sem reservas,
Pois embora não soubesse
Era o Senhor que eu procurava.
Desde o princípio de tudo,
O Senhor já me amava."
(GUNN, Robin Jones. Uma promessa de verão. Venda Nova: Ed. Betânia,1988.)

Que caminho devo escolher,
Mas ninguém tem as respostas!
Você sabe me dizer?
Não sou tola. Vejo que você
Não vive o que diz crer.
Alguém pode me mostrar?
Deve haver um modo melhor de viver!"

(GUNN, Robin Jones. Uma promessa de verão. Venda Nova: Ed. Betânia,1988.) 








"Você não o encontra em lojas,
Nunca entra em liquidação,
Não pode pagar com cartão
Nem encomendar por reembolso.
Seu valor é incalculável,
Mas hoje é gratuito; de graça pra você.
Entregue o coração e a vida a Cristo
E eternamente vai viver.
Por esse bem você não pode pagar,
Essa dívida alguém já quitou;
Jesus lhe deu esse presente
Quando da morte ressuscitou."

(GUNN, Robin Jones. Uma promessa de verão. Venda Nova: Ed. Betânia,1988.)




Ainda sobre o Havaí

Fonte: http://nayane-maia.blogspot.com.br/2012/12/e-veraoo-o.html


 - Tentei ser fiel a mim e seguir minha própria cabeça, mas comecei a me afundar. Prefiro seguir a vontade do Senhor. É muito melhor! Além do mais, agora tenho certeza de que vou chegar ao Havaí.

(GUNN, Robin Jones. Uma promessa de verão. Venda Nova: Ed. Betânia,1988.)

O Barco e o Havaí

Fonte: http://vivianebenzion.blogspot.com.br/2012/03/aquarela-de-toquinho.html
- Em casa era fácil. Todo mundo frequenta a mesma igreja e acredita em Deus. Agora você me diz que se eu quiser ir para céu tenho de viver conforme o propósito de Deus. Mas qual a vontade dele, afinal? Ele desviou o olhar para o oceano. 

- É assim, explicou Ted. Você está olhando o oceano Pacífico, não é? Lá longe está o Havaí. Suponha que o Havaí seja o céu. Você nunca chegaria lá a nado. Precisaria de um barco. É como se Jesus fosse esse barco. Tá acompanhando meu raciocínio?

- Mais ou menos.

- Bem, nós temos de escolher, podemos aceitar a viagem gratuita de barco ao Havaí, ou então sentar aqui e dizer: ''Eu acredito no barco e acredito no Havaí". Entretanto se não entramos no barco, nunca chegaremos ao Havaí.

(GUNN, Robin Jones. Uma promessa de verão. Venda Nova: Ed. Betânia,1988.) 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Começo

     Ela era baixinha, tinha sobrancelhas grossas e gostava de ouvir rock e conversar sobre política, mas não chamava tanta atenção quanto as outras meninas  que eram altas, bonitas e falavam muita besteira.
     Se você leu Felicidade Clandestina de Clarice Lispector provavelmente deve está pensando que o conteúdo deste texto é plágio, mas calma querido leitor, eu sou a narradora e também a personagem  principal desta história, então eu sei onde eu quero te levar, isso foi apenas uma estratégia para te deixar comovido e se colocar no meu lugar, porque foi com essa situação que eu tive que conviver durante todo o período escolar, por isso eu sempre era vista com a estranha e não era aceita pelos colegas.
     Em acréscimo, as coisas em casa não estavam bem, meus pais haviam se divorciado e eu não tinha um bom relacionamento nem com eles nem com a irmã mais nova. Eu pensava que minha vida era uma merda e realmente era, porque as situações que eu estava vivendo me levaram a rebeldia e a deturpar a minha imagem, em suma, eu era revoltada e depressiva.  
     Mas... num dia do mês de junho de 2007, na hora do recreio, uma reviravolta aconteceu na minha vida. Eu entrei por uma das portas que se encontrava no final do corredor das salas de aula da escola, aquela porta dava acesso a uma sala onde aconteciam reuniões de jovens que "tinham alguma coisa diferente" (antes que você pense alguma coisa errada, eles não usavam nenhuma substância entorpecente, ok?).
     Naquela reunião as luzes do recinto foram apagadas e no escuro foi feita uma oração, eu senti algo novo, algo diferente, algo frio, mas que também era quente (eu sei que a construção desta última frase ficou bonitinha e que até rimou, mas acredite em mim, foi realmente isso que aconteceu).
     Depois daquele dia eu não queria mais parar de ir às reuniões, porém vieram as provas e em seguida as férias de julho e eu só consegui voltar àquela sala em agosto do mesmo ano e todos os dias eu contava os minutos para estar lá, porque eu sabia que seria tocada de uma forma diferente, um toque não na pele, mas na alma e a partir daqueles pequenos momentos diários, eu não vi mais a menina rebelde e depressiva.
     Foi este o modo como Ele entrou na minha vida e desde então, ela nunca mais foi a mesma, isso não significa que tudo foi calmaria, houveram muitas águas e de certo modo, eu sei que ainda viram mais destas águas, mas nada e nem ninguém pode apagar o que Ele sente por mim e o que eu sinto por Ele, um amor incondicional que tudo suporta e tudo crê, um amor único que venceu a morte e me fez viver.

Luana de Sousa